Cross-Match
Acredita-se
que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento da
carga genética diferente de um feto, e com isso, consiga protegê-lo
contra a destruição. Haveria, assim, a produção dos chamados anticorpos
bloqueadores que protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este
tipo de resposta recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe
grande variabilidade genética entre o homem e a mulher, mesmo que eles
não sejam parentes, tais anticorpos não são produzidos, deixando o
embrião susceptível ao ataque do sistema imune. Portanto, se existe
certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno, tais anticorpos
bloqueadores não serão produzidos. Sendo assim, o embrião tem maior
chance de ser destruído pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em
tais casos poderá ser reconhecido como abortamento de repetição.
Vacina com linfócitos paternos (ILP)
É para tais casos que costumamos indicar um
tratamento imunológico baseado na utilização de vacinas produzidas com
linfócitos presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo da
mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente, a produção de
anticorpos contra o HLA paterno, que poderão, assim, ter o efeito
protetor numa gravidez subseqüente. Esta é a teoria que justifica o
tratamento de imunização com linfócitos paternos (ILP) para casos de
abortamentos de repetição de causa aloimune.
Exame de Cross-Match
A
avaliação da presença de tais anticorpos é feita com um exame
denominado Cross-Match, que pesquisa a existência de anticorpos contra
linfócitos paternos no sangue da mãe. Existem diferentes métodos para a
detecção desses anticorpos no soro materno, tais como a
microlinfocitotoxicidade e a Citometria de Fluxo Quantitativa, sendo
somente o último indicado para a avaliação na área de reprodução,
principalmente por ser mais sensível e apresentar menos variância entre
resultados da mesma amostra. Os resultados dos exames de Cross-Match
são usados para indicar o tratamento e para monitorizar a resposta
materna à aplicação das vacinas (ILP).
Após mais de 4 anos de estatística e experiência com nossas
pacientes, concluímos que 3 aplicações de ILP com intervalos médios de
3 semanas são suficientes para sensibilizar a grande maioria das
pacientes, e em torno de 30% dos casos necessitam de mais uma dose de
reforço. Uma vez imunizada, a paciente permanece por volta de 6 meses
sem a necessidade de novo tratamento, possibilitando assim durante esse
período engravidar espontaneamente ou por métodos de fertilização caso
seja necessário.
É importante lembrar que todo casal deve passar por prévia consulta
com médico especializado antes de qualquer tipo de tratamento. Só o
médico é capaz de julgar a necessidade de exames complementares
coadjuvantes bem como qual terapêutica será necessária para cada
casal.
RDO Diagnósticos Médicos
A RDO conta com a mais alta tecnologia em
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Diagnóstica da Imagem, Medicina Fetal e Medicina Genética, além da
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